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No mundo corporativo vemos o tempo todo os executivos e empreendedores gerenciando seus negócios a partir de sua visão de mercado, de olho nas oportunidades de faturamento e nas oscilações que possam prejudicar suas empresas. De fato são aspectos importantes que um bom gestor deve estar sempre atento. Grandes gestores são caracterizados pelo perfeccionismo com o qual ele conduz seu negócio.

No entanto, além dos aspectos econômicos/financeiros da gestão, cada vez mais se fala sobre a importância que a marca tem para um negócio. Dificilmente encontraremos um presidente de empresa que negue esse fato, mesmo que ele não saiba exatamente qual é o papel da marca no negócio dele. Ao mesmo tempo, não é tão comum encontrar empresas que realmente valorizam sua marca com a consciência do seu real papel transformador. Saber reconhecer que sua marca é um ativo intangível importante é o primeiro passo. Porém, não é o suficiente para transformar sua empresa através da sua marca.

Se a marca é a percepção que os públicos tem sobre uma empresa, a lógica diz que quanto melhor as pessoas perceberem uma marca de forma positiva, mais lucro a empresa terá, pois ela conquistará a fidelidade do consumidor e venderá mais. E essa lógica não está errada. Mas em um mundo saturado de marcas, muitas das marcas podem causar uma boa impressão, no entanto não serão todas conquistarão a preferência do consumidor.

Mas o que fazer para destacar uma marca num cenário tão competitivo? Como tornar minha marca a preferida dos consumidores? Para quem tem essas preocupações e essa vontade de valorizar a sua marca a resposta é: você precisa construir uma estratégia para sua marca.

Qualquer empresa minimamente bem planejada tem sua estratégia, ou seja, sabe aonde quer chegar com o seu negócio e o que/como vai fazer para percorrer esse caminho. Mas além de conhecer a lógica do seu negócio, é preciso que os gestores da empresa saibam o que a sua marca representa e como a marca pode ser importante para nortear os rumos da empresa. Mas isso nem sempre é uma tarefa fácil, em grande parte das vezes é necessário um olhar de fora da empresa para entender e avaliar o que acontece lá dentro (cultura corporativa, estratégia de negócios, posicionamento de mercado), qual a relação que a marca da empresa tem com o mercado e com seus públicos de contato (consumidores, colaboradores, fornecedores, governos etc).

O que as consultorias de gestão de marcas (branding) se propõem a fazer é entrar nas empresas e descobrir o que a marca de fato representa e quais os caminhos que fazem mais sentido para a marcar seguir. Ou seja, criar uma estratégia de marca para que as decisões sejam tomadas não somente considerando os aspectos objetivos da estratégia de negócios, como também o que a marca significa para o consumidor, o propósito que ela oferece (que devem ir além dos benefícios funcionais do produto ou serviço), o modo como ela conversa e como ela trata seu consumidor, entre outros aspectos de maior subjetividade que vão certamente influenciar na reputação da marca.

E a sua empresa, já tem uma estratégia de marca?

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O vídeo acima acaba de ser lançado pela Dove em sua campanha ‘Retratos da Real Beleza’. A campanha chama muita atenção por romper com o discurso tradicional das marcas do setor de ‘beleza e bem-estar’, que são construídas para provocarem um desejo infinito na busca da auto-realização através da beleza.

Essa campanha da Dove se diferencia de outras marcas do mesmo setor por levar em consideração o aspecto humano como fator principal de conexão entre uma empresa e uma pessoa. Isso escancara uma necessidade cada vez mais importante para as marcas: entender de gente. Não basta ter um produto ou serviço que a empresa considere ser bom se ela não perguntou para alguém se isso é relevante pra ela. Não basta prometer mais do que se pode entregar e não cumprir. Não basta idealizar um mundo maravilhoso onde o consumidor tenha que seguir os padrões de beleza propostos para alcançar um determinado status na vida, se ele tem consciência das suas reais fragilidades e sabe que nunca vai (e nem precisa) alcançar aquele patamar.

Marcas precisam dialogar com pessoas, ser mais sensíveis, estando próximas delas para entender suas necessidades e o seus hábitos comportamentais para só assim poderem pensar em oferecer algo que tenha significado e relevância para seus consumidores.

É bem animador ver marcas como a Dove quebrando paradigmas e se tornando mais sinceras, mais humanas e parecendo estar preocupadas em deixar alguma coisa de bom para o mundo e para as pessoas. Claro que no fim se trata de negócios. Mas se o consumo faz parte da nossa vida e as empresas existem para nos servir, que nos sirvam melhor. Que parem de prometer tanto e passem a conversar conosco e entender o que realmente precisamos e como queremos ser tratados. Menos ilusão, mais coração.

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Na última semana a Mercedes-Benz viralizou uma propaganda do seu novo Classe A e causou uma certa polêmica. O vídeo com fundo escuro e um belo carro prata fazendo manobras numa pista molhada contrastou com o inusitado uso de um funk do momento.

Com um posicionamento de carros de luxo para poucos, o uso de uma música muito popular entre classes B, C e D ficou um tanto quanto estranho para quem já conhece a reputação da marca Mercedes. Soma-se à isso um trauma que a marca sofreu quando lançou esse mesmo modelo de carro a preços populares há alguns anos, o que é tido como um dos grandes erros estratégicos já cometidos até hoje.

A “sorte” da Mercedes é que eles tem uma marca forte e que por mais possa se dizer que houve um ruído na identidade da marca, isso acabou gerando um buzz e divulgando o carro que parece ser fantástico. Além disso, há também a possibilidade da Mercedes estar de olho nos ‘novos ricos’ de um classe média ascendente, ofertando seus produtos não só para os ‘tiozões’, mas também para homens jovens ou de meia idade que tenham condições de comprar um carro como esse.

Se é uma marca qualquer que está tentando se posicionar como luxo e se associa a uma música como essa, seria um tiro no pé.

Isso prova de que uma marca bem construída é difícil de derrubar. Essa propaganda, que teoricamente seria um erro estratégico, foi viralizada através das redes sociais e hoje mais gente conhece o carro. Se foi uma ação isolada, ponto pra Mercedes. Se isso começar a acontecer com frequência, perigo para marca. Ou não?

Em agosto de 2012, na Start You Up, falei com alguns empreendedores e interessados em inovação sobre porque a inovação deve ser inserida como cultura dentro das empresas para que funcione como um ativo permanente de geração de valor para produtos e serviços, e sobre como o Design Thinking pode ser uma abordagem importante e eficaz para se gerar inovação com valor para pessoas, organizações e sociedade.

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Após minha apresentação ainda houve uma palestra da Lego Education. Uma feliz coincidência, pois foram mostrados protótipos de Lego na minha apresentação e foi mostrado um case de crianças aplicando o Design Thinking para construir um produto na apresentação da Lego Education.

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Em novembro de 2011 fui entrevistado no Programa 9 Minutos, da TV Tribuna (SBT/ES), e falei sobre a importância da marca para os negócios e sobre como o Branding funciona como modelo de gestão estratégica de marcas.

Em agosto de 2011 fui chamado para dar uma palestra sobre Design Thinking para alunos e profissionais de Engenharia que participaram da 8ª Semana de Engenharia em Vitória-ES. O auditório ficou cheio, com cerca de 500 pessoas, que tiveram contato com essa abordagem para inovação.

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Além da palestra, foi feito um workshop com alguns participantes da Semana de Engenharia para aplicar na prática o Design Thinking para gerar inovações que pudesse contribuir com soluções para o tema do evento: ‘Integração Universidade-Empresa’.

Os alunos fizeram uma pesquisa de campo durante o evento e no workshop geraram e prototiparam dezenas de ótimas ideias possíveis de serem implementadas e que foram apresentadas no encerramento do evento.

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Hoje o branding é uma das palavras da moda no mundo dos negócios, do marketing, da comunicação e do design. De fato, essa importância que vem sendo dada ao branding tem justificativa. As marcas nunca tiveram um papel tão crucial para as empresas como vêm tendo ao longo das últimas décadas, quando passaram a ser reconhecidas como ativos intangíveis fundamentais, gerando valor e rentabilidade para as empresas. Mas esse termo tem sido usado, na maioria dos casos, de forma incorreta.

É muito comum ver escritórios de design ou agências de comunicação que trocaram o termo ‘identidade visual’ por ‘branding‘ em seu website e, assim, de um instante para outro, parecem terem se tornado mais completos e atualizados para o mercado. Mas é errado afirmar que esses termos sejam sinônimos, a Identidade Visual é apenas uma parte de um projeto de branding. A estética e os elementos gráficos da identidade visual tem função de gerar significados para a marca, mas antes é preciso saber quais serão os significados desejáveis de serem comunicados.

Para isso, antes da Identidade Visual existe uma parte fundamental, a estratégia. Um projeto de branding só é, de fato, de branding a partir do momento em que a consultoria faz uma imersão na empresa identificando qual é sua cultura corporativa, qual é sua estratégia de negócios da empresa e de cada uma das marcas que ela possui em seu portfólio, bem como entendendo quem são seus públicos de contato, quais são os seus concorrentes e como a empresa está posicionada no mercado. Após todos esse entendimento sobre a empresa e sua estratégia de negócios, deve ser construida uma estratégia para a marca que esteja alinhada com a estratégia de negócios da instituição. E o ideal é que com o passar do tempo a estratégia de marca e a estratégia de negócios se tornem uma só, com o branding fazendo parte da cultura da organização e as decisões tomadas sempre levando-se em consideração os princípios e valores da marca que sejam relevantes para os consumidores e seus demais públicos de contato.

Após essa imersão na cultura da empresa, é importante e imprescindível que os valores e as aspirações da instituição ali detectados sejam externalizados através de todos os pontos de contato da marca com o consumidor e com seus demais públicos, para que a percepção irradiada para os públicos envolvidos seja sempre positiva e alinhada com as pretensões da empresa de acordo com seu planejamento estratégico. A partir daí é que a ‘identidade visual’ será projetada tendo como base todas as características, os valores e as pretensões detectadas na etapa de estratégia.

Mas projetar a Identidade Visual da empresa após o planejamento estratégico da marca não é tudo. A Identidade Visual é apenas um dos diversos pontos de contato de uma marca, que tem grande importância quando bem construída, por gerar uma expectativa positiva sobre um produto ou serviço. Uma marca pode ter dezenas ou até centenas de pontos de contato, tais como: arquitetura do ambiente, atendimento, telemarketing, website, apps, mídias de divulgação etc. E são esses pontos de contato que, quando bem orquestrados, garantem o bom funcionamento de um projeto de branding, criando uma boa experiência do consumidor com a marca e gerando fidelidade.

Esse esclarecimento se faz necessário para que o branding seja identificado da maneira correta. Trata-se de um modelo de pensamento e gestão que veio para ficar, não é apenas modismo como pode parecer quando vemos o termo ser banalizado. E o que faz o branding ser uma abordagem consistente e duradoura é o nível de envolvimento na realidade corporativa que foi citado anteriormente, que permite um conhecimento profundo sobre a instituição e, consequentemente, chances maiores de acerto.

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